Black Sabbath: o dia em que Tony Iommi quase matou Bill Ward

1365009677O primeiro E-book que li, em meu smartphone, foi a biografia do OZZY OSBOURNE. Divertidíssimo, não é à toa que chegou ao 2°. lugar na lista de bestsellers do New York Times em 2010.

De lá pra cá li vários outros livros no smartphone, da fantástica história de vida do sobrevivente da 2a. Guerra Mundial, Louis Zamperini, ao relato das experiências do maior atirador de elite da história das forças armadas norte-americanas, Chris Kyle, morto a tiros por um colega há poucas semanas.

Não gosto de fazer leituras mais “pesadas” no smartphone – clássicos da literatura mundial e livros técnicos, por exemplo -, daí minha predileção por biografias como a do MadMan e de TONY IOMMI, “Iron Man”, que li no fim do ano passado.

Além de contar, naturalmente, toda a história do BLACK SABBATH e a sua própria, o Mestre dos Riffs relata a força da amizade entre os quatro membros originais da banda. É de impressionar qualquer um a capacidade que eles sempre tiveram de fazer o que os gringos chamam de “practical joke”, que no português teria o sentido tanto de “pegadinha” quanto de “sacanagem”. IOMMI relata dúzias dessas brincadeiras, como a do suposto vodu que ele fez durante muito tempo com o produtor Martin Birch, que morria de medo de magia negra.

Difícil escolher, mas a melhor, em minha opinião, é a que reproduzo a seguir:

“Eu já havia ateado fogo no BILL antes, mas desta vez as coisas saíram do controle. Enquanto ele rolava pelo estúdio, berrando, eu tinha frouxos de riso. Mas quando ele continuou a gritar e a se contorcer a terrível verdade se apresentou: o meu baterista estava desfazendo-se em chamas!

Tudo começou como uma brincadeira. Eu e BILL já havíamos feito isso, quando eu acendia um isqueiro embaixo de sua barba e a coisa queimava por talvez um segundo. Sempre foi legal para dar umas risadas, então, quando estávamos trabalhando no álbum “Heaven and Hell” no Town House Studios e ele chegou, eu disse a ele:

‘BILL, posso pôr fogo em você de novo?’

‘Agora não, estou ocupado.’

‘Ah. OK.’

E eu esqueci completamente daquilo. Umas duas horas depois BILL apareceu quando eu estava fazendo algumas coisas na guitarra e disse: ‘Olha, estou voltando para o hotel. Você ainda quer pôr fogo em mim ou não?’
Martin Birch, o produtor, não podia acreditar. Ele disse: ‘Ai, cacete.’

Como BILL parecesse tão disposto a fazê-lo, decidi montar um pouco de produção e molhei-o com aquele negócio que os técnicos de estúdio usavam para limpar cabeçotes de gravadores. Suas roupas absorveram aquilo. Eu o acendi e ele subiu como uma bomba.

‘Vuuush!’

Ele caiu no chão e eu continuei a jogar o limpador de cabeçote. Achei que ele estivesse brincando, mas ele estava realmente se queimando. As chamas consumiram suas calças e derreteram suas meias. Ele terminou com queimaduras de terceiro grau nas pernas.

Birch correu com ele para o hospital. E então a mãe do BILL me ligou: ‘Seu imbecil desgraçado…’

O que ela me disse ao telefone praticamente incinerou minha orelha. Finalmente ela disse: ‘Talvez tenham de amputar a perna do BILL!’

Minha nossa, eu me senti tão mal que não sabia o que fazer. Mas ele ficou bem, embora com marcas de queimadura nas pernas. Não faz muito tempo perguntei a ele:

‘BILL, você ainda têm aquelas cicatrizes?’

‘Sim, ainda as tenho sim.’

Eu poderia tê-lo matado, o que é um pouco demais para uma brincadeira inocente. Desde então eu não ateei mais fogo no BILL.”

Texto: Marcelo Melgaço

Por Adm Gabriel S’

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